31 de outubro de 2008

Cláudia Ohana




Podem ser meio velhinhas, mas são boas.


Estado vegetativo

Ontem, minha esposa e eu estávamos sentados na sala, falando das muitas coisas da vida.

Estávamos falando de viver ou morrer.

Eu lhe disse:
- Nunca me deixe viver em estado vegetativo, dependendo de uma máquina e líquidos. Se você me vir nesse estado, desliga tudo o que me mantém vivo, por favor ??!!!

Ela se levantou, desligou o pc e jogou minha cerveja fora.

Não é uma fdp ??????????



Os burros e o mercado

Uma vez, num pequeno e distante vilarejo, apareceu um homem anunciando que compraria burros por R$10,00 cada. Como havia muitos burros na região, os aldeões iniciaram a caçada. O homem comprou centenas de burros a R$10,00, e como os aldeões diminuíram o esforço na caça, o homem anunciou que pagaria R$20,00 por cada burro.

Os aldeões foram novamente à caça, mas logo os burros foram escasseando e os aldeões desistiram da busca. A oferta aumentou então para R$25,00 e a quantidade de burros ficou tão pequena que já não havia mais interesse em caçá-los.

O homem então anunciou que compraria cada burro por R$50,00! Como iria à cidade grande, deixaria seu assistente cuidando da compra dos burros.

Na ausência do homem, seu assistente propôs aos aldeões: - 'Sabem os burros que o homem comprou de vocês? Eu posso vendê-los a vocês a R$35,00 cada. Quando o homem voltar da cidade, vocês vendem a ele pelos R$50,00 que ele oferece, e ganham uma boa bolada'.

Os aldeões pegaram suas economias e compraram todos os burros do assistente. Os dias se passaram, e eles nunca mais viram nem o homem, nem o seu assistente, somente burros por todos os lados.

'Entendeu agora como funciona o mercado de ações'?



Créditos à Catri e ao Rocca, que me enviaram as piadas hoje.

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21 de outubro de 2008

10 bandas brasileiras que eu ouço no trabalho e você provavelmente nem conhece





...mas todas eu recomendo!

(Quer baixar? Na comunidade Discografias no Orkut tem várias delas. Se não encontrar, me peça.)

1 - Canastra
http://tramavirtual.uol.com.br/artista.jsp?id=318
http://www.myspace.com/canastra
Parecido com (segundo o LastFM): Móveis Coloniais de Acaju, Vanguart, Acabou la Tequila, Ecos Falsos, Mombojó, Nervoso, Ludov...

A banda Canastra decidiu apoiar um pé no Dixieland e outro nos sambinhas elegantes dos mais tradicionais compositores brasileiros.

O gourmet dessa combinação irresistível entre as melodias woodyallenianas do jazz de New Orleans e o swing faceiro da MPB é o compositor, vocalista e guitarrista Renatinho, que acrescenta ainda à sua receita algumas pitadas de country e surf music.

Renatinho lidera um combo de tirar o fôlego, formado por Edu Vilamaior no contrabaixo acústico, Marcelo Callado na bateria e Bruno Levy na guitarra. Os arranjos e a perfomance enérgica dos músicos reveste composições originalíssimas como " Cada um por si", " Meu cappuccino" e "Vingança" com o espírito das big bands.

O repertório cunhado por Renatinho (ex-Acabou La Tequila) resgata o humor maroto dos tempos de cariocas ilustres como Noel Rosa e Ari Barroso, e com um toque de tempero cajun é capaz de contaminar os quadris mais enferrujados.

Atualmente em estúdio, concentrados na gravação de seu primeiro álbum, os músicos da Canastra seguem cumprindo o circuito de shows carioca, com passagens antológicas pelos palcos do Melt, Espaço Cultural Sérgio Porto, Armazém 5, Ballroom e Goiânia Noise Festival.


2 - Wonkavision
http://www.wonkavision.com.br
http://www.myspace.com/wonkavisionmusic
Parecido com (segundo o LastFM): Ludov, Pato Fu, Superguidis, Bidê ou Balde, Vanguart, Luisa Mandou um Beijo, Graforréia Xilarmônica...

(Copiado do MySpace deles, tenho preguiça de traduzir) Sometimes things are not exactly the way they look, or sound. Remember that 1971 classic flick Willy Wonka and The Chocolate Factory? Everything seemed so cheerful, colourful and (literally) sweet. But underneath all these earliest impressions lay a sinister atmosphere, set by a sadistic man with mischievous techniques for telling bad from good. That is the same contrast you will find between music and lyrics when you listen to Wonkavision, a powerpop band from Brazil, with their japanese debut release scheduled for August 2007.

The sunny tunes are filled with stories about idiosyncrasies of day-to-day human relationships. The guy who can't stand his job, the teenager on antidepressants, the rejection junkie girl who only falls for the wrong guys.

This universe of human behavior musical analysis has presented Wonkavision with the best indie brazilian rock band award in 2005, and several five star reviews by the main brazilian music publications for their first album Wonkainvasion.

The album was produced by John Ulhoa, composer and guitarist for Pato Fu, one of the top five bands in the world by Times Magazine. John has also produced the solo album by the Mutantes member Arnaldo Baptista, among other artists.

Wonkavision is Will (vocals and guitars), Manu (voice and moogs) and Kiko (drums) and they are dying to wonkainvade Japan and the world.


3 - MegaRex
http://www.megarex.net/
http://www.myspace.com/megarex
Parecido com (segundo o LastFM): Nenhum

O MegaRex foi formado em lugar incerto, em data não lembrada. A banda teve mais de 436 formações, o que causou pequenas deformações genéticas ao longo do tempo. Já fizeram parte da banda grande nomes como Aloísio Celso Pereira de Costa e Silva, José Fernando Cunha Pontes Pedrosa do Carmo, e Nikolai Alexander Bratchonetchenko Nunes.

O MegaRex teve reuniões com praticamente todos os empresários e gravadoras do Brasil, e todos demonstraram profundo interesse na banda. No entanto, ninguém mexeu uma palha, transformando esse parágrafo em informação absolutamente desnecessária.

O quarteto participou de grandes Festivais brasileiros, como o Prêmio VISA de Compositores e o Festival da TV Cultura.

O caminho independente se tornou obrigatório para a banda, que conta com VOCÊ para apresentá-la ao vizinho, sobrinho ou colega de trabalho.

Os fãs que apresentarem o MegaRex para mais gente concorrerão à 10 calendários com fotos de gatos siameses.


4 - Os PoETs
http://www.ospoets.com.br/
http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&friendid=102837612
Parecido com (segundo o LastFM): Fruet e os Cozinheiros, Zé do Bêlo, Nei Lisboa

Um dos trabalhos mais elogiados pela crítica musical brasileira em 2005

"Escudados no rock com algum tempero de sopros e dissonâncias, os poETs chacoalham o conformismo no CD Música legal com letra bacana (YBMusic)". Jornal do Brasil/ Tárik de Souza/ 08 de Abril de 2005

"Na contramão de certas conveniências, há uma boa safra de gaúchos que se contrapõem à diluição pós-roqueira e à melancólica estética do frio com combinações espirituosas. Em pauta: Música Legal com Letra Bacana, dos poETs, da YB Music. A realização se traduz em humor inteligente, versos bem elaborados, canções bem feitas e bem tocadas". Estado de São Paulo/ Lauro Lisboa Garcia/ 26 de Março de 2005

"Partindo de letras bem humoradas, o trio mistura pop, rock, sambinhas, música eletrônica, grooves e o que mais vier neste seu CD. Destaque para O Brasil Não É, Corpo a Corpo, Só Você, Hino dos poETs e Salva Vidas, entre outras". Revista da MTV / Março de 2005

"Na exploração dessa galáxia musical, os poETs se transportam usando vários estilos musicais como naves para suas canções. A faixa de abertura, Nostradamus, é um pop de ritmo espasmódico, quase eletrônico, em que se percebem vagas sonoridades orientais. A surf music Salva-Vidas ecoa Erasmo Carlos com letra solar, romântica, com referências bem-humoradas a praia e mar que casam com a melodia. A conexão harmoniosa da letra com a música é vital para o trio. Um bom exemplo é Exageros — canção pop com uma esperta levada soul". Zero Hora/Carlos André Moreira/ 17-02-2005


5 - Space Queras
http://www.lastfm.com.br/music/Space+Queras
sem perfil no MySpace
Parecido com (segundo o LastFM): Nenhum

Rock bagual por Egisto dal Santo. Realmente não existe nada parecido.


6 - Paulinho Moska
http://www.paulinhomoska.com.br/
http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&friendID=85922317
Parecido com (segundo o LastFM): Zeca Baleiro, Lenine, Maria Rita, Chico César, Marisa Monte, Cartola, Adriana Calcanhoto...

"(...) A música corria paralelamente, pois a essa altura eu já estava no coral Garganta Profunda, que foi a minha primeira escola de música. O repertório era muito misturado, de Beatles a modinhas imperiais, de Jobim a árias medievais, do samba ao clássico, tudo de bom cabia no Garganta. Foram 2 anos de uma felicidade musical intensa. Em 87 o Garganta começou um projeto de pequenos grupos (duplas, trios e
quartetos) dentro do próprio coral. Assim surgiu o "Inimigos do Rei", um trio vocal formado por mim, Luiz Nicolau e Luis Guilherme. Decidimos sair do coral
para nos dedicarmos à banda no final desse ano (87), e logo começamos a nos apresentar em pequenos bares no RJ, como o extinto "Pitéu", na Barra da
Tijuca, nosso "Cavern Club". Somente em 89, dois anos depois, conseguimos gravar nosso disco de estréia, pela CBS (atual Sony Music), e emplacamos dois
sucessos imediatos: "Uma Barata Chamada Kafka" e "Adelaide". Com o Inimigos aprendi o senso coletivo de equipe e descobri um Brasil de vários "brasís". Conforme íamos viajando com os shows, eu ia me deslumbrando com as diferenças entre cada estado e região; os sotaques, as comidas, as roupas, o jeito singular de cada lugar e cada povo. (...)"


7 - Vera Loca
http://www.veraloca.com.br/index.php
http://www.myspace.com/veraloca
Parecido com (segundo o LastFM): Cidadão Quem, Frank Jorge, Cartolas, Alemão Ronaldo, Maria do Relento, Os Cascavelletes, Acústicos e Valvulados...

A VERA LOCA é a prova de que o rock n roll está mais vivo do que nunca. A banda apresenta suas composições marcantes, eletrizantes de ar psicodélico.

O palco é o ponto forte da banda. Com cerca de quatro anos na estrada, a Vera Loca vem a cada show reunindo um maior número de fãs e curiosos nos lugares onde passa.

O single Maria Lúcia entrou direto na empatia do público, e chegou a estar entra as mais pedidas em rádios da capital e interior do estado.

No mês de dezembro de 2002 chegou as rádios e as lojas seu primeiro CD Meu Toca Discos se Matou, produzido por Duca Leindecker, guitarrista e vocalista da banda Cidadão Quem.


8 - Os Discocuecas
http://letras.terra.com.br/os-discocuecas/
Sem perfil no MySpace
Parecido com (segundo o LastFM): Pata de Elefante, Wonkavision, Garotos da Rua

Ocupando o horário das 18 às 19h, na Continental, Julio Fürst, encarnando então o Mestre Julio, coloca no ar, nos últimos 15 minutos do seu programa, paródias de comerciais, músicas satíricas e personagens cômicos. Junto com Beto Roncaferro (Jorge Gilberto Dorsch ), Gilberto “Bagual” Travi e Toninho Badarok (João Antônio Araújo ), cria, assim, os Discocuecas, explorando a paródia e a gozação na abordagem do universo artístico e comunicacional da sua época, a da transição entre a ditadura e a democracia.


9 - Baseado em Blues
http://www.mvhp.com.br/nentrevista2.htm
Sem perfil no MySpace
Parecido com (segundo o LastFM): Celso Blues Boy, Nuno Mindelis, Oficina Blues, Big Allanbik, André Cristovam, Big Bat Blues Band, Blue Jeans...

Banda de blues surgida no Rio de Janeiro em 1992 formada pelo gaitista Jefferson Gonçalves e o vocalista André Casquilho, começou tocando em pequenas casas noturnas no Rio, chegando a se apresentar no Circo Voador. Em seguida obtiveram alguma repercussão com uma fita demo enviada à Rádio Fluminense, que abria espaço para o blues em sua programação. Em 1996 chegam ao primeiro disco, "Baseado em Blues", pelo selo Space Music da gravadora Velas, com clássicos do blues e composições próprias. Excursionaram pelo Brasil antes de entrar em estúdio para registrar o segundo CD, "Madrugada Blues", cujo repertório era todo original, à exceção da regravação de "Velha Roupa Colorida", sucesso de Belchior na voz de Elis Regina. Neste disco contaram ainda com a participação de Celso Blues Boy, com que excursionaram pouco tempo depois. Em 2000 gravam a partir de um show no Mistura Fina (RJ) o disco ao vivo "Um Acústico Baseado em Blues" (Blues Time Records). A formação do grupo neste último disco conta com André Casquilho (voz), Jefferson Gonçalves (gaita), Sérgio Rocha (guitarra), Pedro Augusto (teclados), Fabio Mesquita (baixo) e Marco BZ (bateria).


10 - Luisa Mandou um Beijo

http://www.luisamandouumbeijo.com/
http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&friendid=26743098
Parecido com (segundo o LastFM): Ludov, Vanguart, Wonkavision, Mallu Magalhães, Móveis Coloniais de Acaju, Los Hermanos, Pato Fu...

Banda carioca de indiepop com trabalho autoral, letras em português, um doce vocal feminino e solos de trompete. Sua primeira demo foi gravada em 1999.
Seu trabalho mais recente é um álbum com 11 músicas, lançado em 2005 por uma parceria entre os selos midsummer madness, do Rio de Janeiro, e Volume 1, de São Paulo.

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24 de setembro de 2008

Procrastination




Vídeo muito bom, que retrata o dia-a-dia de muita gente.



Os outros vídeos da série "Tales of mere existence" também são muito bons. Vale conferir.

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17 de setembro de 2008

Há alguma coisa muito errada com o brasileiro




Li este texto no Duvido!!, e é bom demais pra que não seja replicado. É a mais pura e simples realidade.

"Permitam-me, bons leitores, quebrar um pouco o estilo habitual deste blog. Hoje, gostaria de comentar certos acontecimentos ocorridos na minha vida particular. Epero que entendam.

Recentemente, passei por uma reforma na minha casa. Demoli algumas paredes, construí outras, troquei o telhado. O resultado disso foi uma pilha de entulho no meu quintal: tijolos, cimento, madeira, pedaços de telha.

A pilha está completando seis meses no meu quintal. Poderia eu mesmo tirar a pilha de lá, mas não tenho tempo, paciência ou disposição física para fazê-lo. Prefiro pagar alguém para que tire aquele monte de entulho de lá.

Forneço todas as ferramentas necessárias. Pago até bem: meio salário mínimo por um serviço que pode ser tranquilamente feito em cinco ou seis horas. Levando-se em conta minha falta de paciência para com este serviço, consideraria isso um dinheiro bem gasto; levando-se em conta o mercado, é um bom pagamento.

Mas, como eu disse, a pilha está lá há quase seis meses. Não consigo achar ninguém que aceite fazer este serviço.

Mas por que estou incomodando vocês, leitores, com nisso? Não é uma banalidade?

Talvez seja, realmente. Mas a minha verdadeira motivação para escrever sobre isto foi a ocorrência de um outro fato, bem mais recente.

Nesta madrugada de sábado para domingo fui acordado pelos meus cães, que vieram à janela do meu quarto latir. Eu e minha esposa, então, começamos a ouvir passos sobre o telhado da construção ao lado da minha casa, também no meu terreno. Alguém quebrou uma telha, e, não se importando muito com o barulho, desceu, acendeu a luz e começou a separar ruidosamente itens para furtar.

Ora, em um momento destes, não há de se ter dúvidas: chamei a viatura da segurança, peguei um martelo e fomos deter o malandro. Na verdade, eram dois marginais.

Um deles, alarmado pela chegada das viaturas, conseguiu fugir. O outro, um jovem de cerca de 20 anos, preferiu se esconder sob uma mesa. Foi encontrado pelos cães, removido por um grupo de vigilantes, imobilizado, interrogado e levado ao Palácio da Polícia pelos policiais militares que chegaram um pouco depois.

Obviamente, neste meio tempo, teve a natural cota de corretivo físico à qual um invasor, pego no flagrante e resistindo à detenção, faz jus.

O delegado provavelmente teria liberado o jovem em outras circunstâncias. Mas uma olhada na sua ficha, que tem 35 passagens pela polícia, todas por invasões frustradas, garantiu que desta vez ele não voltasse para casa. Está no Presídio, de onde vai sair sabe-se lá quando, devido às demoradas engrenagens da Justiça.

Não é a primeira vez que isto me acontece. Nestes últimos seis meses, minha propriedade sofreu mais de dez ataques, entre tentativas de invasão, de arrombamentos e furtos. De variadas pessoas.

Ao chegar em casa, tentei apurar se alguma coisa de valor tinha sido removida. Nada. Dos itens que os dois separaram para furtar, apenas quinquilharias, coisas de pequeníssimo valor, que não renderiam sequer cinquenta reais.

E, analisando tudo isso agora, eu continuo não podendo deixar de pensar… no entulho do meu pátio. Na minha pilha de entulho, que há seis meses não encontra quem queira nela trabalhar.

Sabem, há algo muito errado nisto.

Algo muito, muito errado.

Um trabalho honesto, digno, que não é exatamente regiamente remunerado, mas com um pagamento de acordo com o mercado, não encontra quem o faça. Um trabalho que não requer nada, senão boa-vontade. Um trabalho que um jovem saudável como aquele poderia muito bem fazer.

Agora, invadir a propriedade alheia para roubar uma insignificância - mesmo sabendo que há cães no pátio, que há placas da empresa de segurança privada no terreno, e que há três quartéis da Brigada Militar nas redondezas; mesmo sabendo que provavelmente levará uma surra se for pego; mesmo correndo o risco de ser mordido, espancado, morto, preso; de ter sua ficha ainda mais suja; mesmo sabendo que com estes atos irresponsáveis merece a vergonha de ser chamado de BANDIDO - ah, isso é aceitável.

Em que mundo estamos! Não há ninguém que aceite um trabalho eventual que eu estou a oferecer, mas uma vez por semana eu tenho que acordar no meio da madrugada para proteger minha casa destes idiotas, que preferem enfrentar todos estes riscos em nome de míseros dez, vinte ou cinquenta reais.

Há algo muito errado com isso, senhores. E eu não trato de apenas uma pessoa. Não é uma pessoa que fez a escolha errada. Se fosse o caso de uma pessoa só, eu não estaria aqui escrevendo isso. Também não estou dizendo que há empregos para todos, que basta procurar. Estou falando da cultura deste país.

Ora, quantas vezes alguém bateu à sua porta perguntando se há algum trabalho para fazer? Grama para cortar, árvores para podar, lixo para remover? “Há algo que eu possa fazer”? Na minha, nenhuma.

E quantas vezes já bateram à sua porta pedindo, simplesmente pedindo, em troca de nada? Cheios da razão, como se você, que tem mais, devesse se envergonhar por ter o que tem, ou devesse garantir o direito nato de alguém receber sem dar nada em troca, apenas porque este alguém “tem menos”?

De onde vem, o que gera, o que cria esta mentalidade? Eu não consigo entender. Meus parâmetros e minha educação são outros. Eu não sei.

Eu cresci em uma família que respeita a lei. Meus exemplos foram bons. Cresci com histórias de heróis que me ensinaram a amar a justiça, a buscar a cooperação entre as pessoas por meio do consenso da lei. Onde era errado preferir passar por cima da lei.

Eu cresci em uma família capitalista. Eu aprendi que não podia colocar nada nos bolsos da calça no supermercado, mas que eu deveria passar pelo caixa e trocar o pouco dinheiro que tinha pelo que eu queria - mesmo que isso representasse não poder comprar depois um gibi, ou qualquer outra coisa que quisesse. Que se eu o fizesse não estaria simplesmente “trapaceando nas regras”, como se não houvesse ninguém prejudicado: eu efetivamente estaria tirando algo de alguém, coisa que eu não queria que fizessem comigo ou com minha família.

Este é o meu contexto. O resto, eu não consigo entender. Eu me esforço, mas não consigo entender como alguém vive em paz consigo mesmo se submetendo a uma coisa tão baixa. E, mesmo que eu não faça juízos de valor, sobre correção ou não, sobre justiça ou injustiça, ainda assim não entendo como alguém analisa o risco e joga fora por tão pouco a sua vida, ou pelo menos longos meses que vai passar na prisão. Joga fora por nada, no caso do marginal que detive.

Procuro escrever sobre estas coisas sem me deixar influenciar pela emoção. Lembro do caso do Luciano Huck, que foi assaltado, teve seus pertences roubados e ainda foi vítima de todo tipo de agressão verbal pela tropa bárbara do politicamente correto e do relativismo ideológico. “Ele mereceu, é rico”, “tinha mais é que ser roubado mesmo, ele usava um relógio caro”.

Minha nossa, que tipo de país gera um absurdo destes? Que tipo de sociedade podre, de educação podre, de cultura podre permitimos que reproduza como uma praga uma mentalidade tão baixa, tão torpe? Que não veja nada de essencialmente errado em viver às custas dos outros? Que não veja nenhuma utilidade nas leis, que admita tão naturalmente a regressão à um estado selvagem? Que ache que a culpa da vida miserável de uns é a vida confortável de outro? Que legitime, que racionalize, que banalize todo tipo de desrespeito ao ser humano do lado - “porque ele tem mais que eu”?

Há alguma coisa muito errada com o brasileiro. Estamos regredindo, não como nação, mas como seres humanos. Estamos nos deixando perverter livremente por ideologias que nos aproximam cada vez mais dos meros animais. Ideologias que relativizam tudo, que não enxergam diferença entre o certo e o errado. Que não vêem nas leis utilidade: são meras expressões da vontade de “alguém que não eu”. Que acham que os fins justificam, e justificam completamente, os meios. Que acreditam que é razoável aceitar a imposição de alguns pela força e violência, com o argumento frouxo de que não se pode cobrar boa educação de todos.

Some-se a isto a sempre presente postura paternalista de gerações e gerações de governantes que viciaram nosso povo - a postura manifesta de que quem tem menos recursos tem o direito nato de ser sustentado por alguém, ou por uma instituição, sem crítica e sem análise de mérito - e criamos uma nação de “encostados”, de parasitas, de pessoas que não reconhecem a noção de alheio.

Some-se a isto a postura relativista das cabeças da nossa sociedade - de que não existem cidadãos “de bem” e não existem “marginais”, que todos são moralmente iguais, de que não há parâmetro objetivo para julgar a moral e a ética, de que tudo é mero ponto de vista - e transformamos estes “encostados” e parasitas em bandidos, em criminosos.

Se é que permitido falar isso neste país."


Mais uma vez, créditos ao Douglas Donin, do Duvido!!

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Web celebrities




Primeiro, foram o Barenaked Ladies e o Weezer, que valeram-se do sucesso das celebridades de YouTube para colocar os seus videoclipes nas manchetes dos sites de notícia mundo afora.
Aproveitando a deixa, a nova operadora de telefonia AEIOU teve a original idéia de utilizar algumas webcelebridades brasileiras pra promover a sua marca.



Não reconheceu todos? Vai uma ajudinha:
Dança do Quadrado, Cris "Vai-tomar-no-cu" Nicolotti, Ruth "Sanduiche-iche" Lemos, Serginho "Cabeção" Hondjakoff, Deznecessários ("Traficante viado"), Maria Alice "Tapa-na-pantera" Vergueiro, Dona Sônia, Guilherme "Emo" Zaiden, e Lasier Martins.

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16 de setembro de 2008

Caldeirão de Links





Pega um monte de feeds, um pouco de tempo livre, uma dica aqui e outra acolá, joga tudo num caldeirão, mistura e vê o que que dá (cuidado pra não ficar assim).


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12 de setembro de 2008

Estrogonofe de soja






Ontem eu resolvi que queria fazer estrogonofe. Claro, tendo namorada vegetariana, seria estrogonofe de soja. Peguei uma receita na internet, dei a minha modificada porque eu não ia comprar uma garrafa de conhaque só pra isso um cozinheiro que se preze sempre dá o seu toque na comida. Ignorei a parte que falava em flambar a soja com conhaque, troquei o molho inglês por shoyu, acrescentei champignons e voilà! Segue abaixo a minha peculiar receita.

Ingredientes:
- 1 colher (sopa) de manteiga
- 1½ caixinha de creme de leite (300g no total)
- 1 cebola pequena
- proteína de soja (hum... 3 punhados?)
- 100g de champignon
- 2 colheres (sopa) de catchup
- 2 colheres (sopa) de shoyu
- sal a gosto

Rendimento:
2 pessoas (e sobrou um pouco ainda...)

Modo de preparo:
Hidrate e pique a soja. Pique a cebola e o champignon e refogue-os na manteiga (até que a cebola fique transparente). Junte a soja, o catchup, o shoyu, o creme de leite e o sal. Misture bem. Deixe ferver até ficar na consistência que achar melhor e pronto. Servir com arroz e batata palha!

Essa receita foi postada para participar do sorteio do livro Nigella Express, do blog Homem na Cozinha.

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